25 de fevereiro de 2013

Universidade britânica investe em psicologia dos "fenômenos anômalos"

Não é de hoje que universidades de renome investigam o fenômeno psíquico. Departamentos voltados à pesquisa psi há muito fazem parte da grade de instituições como Duke e Stanford, e até mesmo a prestigiosa Harvard já custeou pesquisa nessa área. 

Dessa vez é a Universidade de Greenwich1, premiada instituição de ensino britânica, que deixa o conservadorismo de lado para investir, ainda que timidamente, nessa área de pesquisa. 

De acordo com recente quadro de ofertas de empregos, mais um pesquisador sênior será contratado para atuar na área da psicologia das experiências anômalas. Atualmente a disciplina é ministrada pelo Dr. David Luke. 

No Brasil, a psicologia de fenômenos anomalísticos é tema de um departamento específico da Faculdade de Psicologia da USP, sobre o qual já falamos aqui


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1. A Universidade de Greenwich é a maior do reino-unido em número de alunos. Por ela passaram vencedores do prêmio Nobel, ministros de Estado e medalhistas olímpicos.

19 de fevereiro de 2013

Livro de cientistas americanos traz resultados de três décadas de pesquisas sobre a interação mente-e-matéria


No início de 2011, sem muito alarde, foi publicada lá fora uma das obras mais relevantes do estudo moderno do fenômeno psi. Relevante, esclareço, não por trazer um corpo de evidências irrefutável ou definitivo – sabemos bem que o conhecimento científico não se constrói dessa forma. Mas por compilar, de maneira bastante precisa, algumas das mais intrigantes pesquisas acadêmico-científicas já realizadas na área. 

Chamado “Consciousness and the Source of Reality” (Consciência e a Fonte da Realidade), o livro traz à público uma análise abrangente dos estudos desenvolvidos no PEAR1, instituto ligado à Universidade de Princeton que é considerado por muitos como o mais importante em seu campo de atuação, e que serviu de inspiração ao ficcional (e futurista) laboratório de Katherine Solomon, imaginado por Dan Brawn em seu Símbolo Perdido.  

O instituto foi fundado em 1979 pelo cientista aeroespacial Robert Jahn com o objetivo de investigar a consciência humana e sua interação com a realidade física. Ao longo de seus funcionamento, desenvolveu investigações em duas principais vertentes: interações anômalas entre homens e máquinas e a percepção de informações à distância. 

Por que tais estudos são particularmente relevantes? Os motivos, explico, são vários: em primeiro lugar, porque foram realizados em um laboratório gabaritado, que agrega cientistas com experiência acadêmica em diferentes áreas de atuação. Para vocês terem uma idéia, no PEAR trabalharam de físicos teóricos a filósofos, de engenheiros elétricos a psicólogos experimentais. 

Em segundo, pelo valor das informações compiladas. As bases de dados colhidas estão entre as mais extensas e significativas da área, e envolvem desde fenômenos como micro e macro-PK2 à clarividência ou visão remota. No primeiro desses casos, trata-se simplesmente da maior base de dados já obtida até então. 

Também digno de nota é o fato de envolverem protocolos e desenhos de pesquisa modernos e inovadores. Foram os primeiros, por exemplo, a utilizar em pesquisas do tipo aparelhos como geradores de eventos aleatórios3, ou sistemas físicos como o dispositivo ótico de dupla fenda, sobre o qual já comentamos aqui

Em relação às pesquisas em si, vale ressaltar dois detalhes que chamam particularmente a atenção: o rigor dos experimentos,.cujos protocolos são descritos em detalhe e atendem aos mais modernos referenciais experimentais; e a significância dos resultados, que se positivos de maneira geral, chegam a estarrecer em alguns casos mais específicos.  

Um dos pontos fortes da obra é que seus autores não se limitam à descrição/análise dos experimentos e resultados, mas também apresentam propostas teóricas que tentam explicar os resultados/fenômenos observados. Uma das proposições, por exemplo, envolve um modelo psicológico-filosóficos, com base no inconsciente; outras duas, por sua vez, trazem referências a conceitos derivados da física moderna, como o entrelaçamento quântico. 

O livro, como é comum entre as obras do gênero, não tem perspectiva de ser publicado no Brasil. No entanto, quem lê inglês e não tem medo de se aventurar em um texto um tanto mais técnico, pode encomendar a obra na Livraria Cultura ou na Amazon

O PEAR, infelizmente, fechou suas portas em 2007, após funcionar por quase três décadas. Em infomativo oficial, não deixa dúvidas de que os objetivos do projeto foram atingidos e reitera, em alto e bom som, o tom positivo dos resultados encontrados:

"A enorme base de dados produzida pelo PEAR fornece clara evidência que o pensamento e a emoção humana podem produzir influências mensuráveis na realidade física. Os pesquisadores também desenvolveram diversos modelos teóricos na tentativa de acomodar os resultados empíricos, que não podem ser explicados por nenhum modelo científico atualmente reconhecido. 
Nós conquistamos o que originalmente pretendemos há 28 anos atrás, que era determinar se esses efeitos são reais e identificar suas principais correlações. Ainda há muitas questões importantes a serem enfrentadas, quer requererão uma abordagem interdisciplinar coordenada sobre o tema (...)"

Uma abrangente resenha sobre Cousciousness and The Source of Reality, escrita por Max Derakhshani, foi publicada na última edição do Journal of Parapsychology. O texto, por ser dirigido a pesquisadores, é bastante técnico, mas fornece um bom panorama sobre os principais achados do instituto, compilados nesse trabalho. 

A resenha, traduzida para o português pela equipe do blog, pode ser acessada aqui. Os artigos científicos resultantes dos experimentos realizados pelo laboratório estão disponíveis aqui.  

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1. PEAR é a sigla de Princeton Engineering Anomalies Research, ou Peqsuisa de Anomalias de Engenharia de Princeton. Após seu fechamento, em 2007, incorporou parte de suas operações em duas organizações: o ICRL e o Psyleron. 
2. micro-PK é o nome técnico atribuído aos efeitos da interação mente/matéria ocorridos em pequena escala, invisíveis ao olho nú, porém mensuráveis por meio de análises estatísticas. A influência da mente/intenção  em uma dispositivo eletrônico gerador de eventos aleatórios é um exemplo de efeito dessa espécie. 
macro-PK, por outro lado, refere-se aos efeitos macroscópicos, visíveis a olho nu. É o caso, por exemplo, das colheres entortadas e das bússolas movimentadas sem contato físico ou magnético. 
3. Gerador de eventos aleatórios é um dispositivo, que pode ser físico ou computacional, construído para criar uma sequência de números ou símbolos que não segue qualquer tipo de padrão, ou seja, são completamente aleatórios. Seu mecanismo varia consideravelmente e pode envolver desde processos mecânicos como roletas ou lançamento automático de dados, até processos quânticos, baseados em decaimento radioativo. 






14 de fevereiro de 2013

Metanálise recente aponta para a existência do fenômeno psi


Durante o feriado do Carnaval, enquanto parte considerável dos brasileiros corria atrás do trio-elétrico ou ensaiava passos nem-tão-tímidos ao som daquele mais novo hit do axé baiano, o Rhine Research Center publicou o mais recente volume do seu periódico científico, o Journal of Parapsychology.

Em um dos artigos ali apresentados, os pesquisadores Lance Storm (Faculdade de Psicologia da Universidade de Adelaide), Patrizio Tressoldi e Lorenzo di Risio (ambos do departamento de Psicologia Geral da Universidade de Padova) divulgaram os resultados do mais recente estudo que realizaram sobre a questão da percepção extra-sensorial.

Usando a ferramenta da metanálise -  método estatístico que envolve a análise combinada dos dados obtidos em diferentes estudos realizados sobre um mesmo tema,  e que ajuda a verificar, entre outras coisas, o “tamanho” de determinado efeito observado – os cientistas analisaram os dados obtidos em mais de 90 estudos sobre precognição, clarividência e telepatia, realizados em laboratórios independentes e publicados em periódicos científicos entre os anos de1987 e 2010

De modo a homogeneizar a amostra, foram incluídos na investigação apenas experimentos realizados no formato “escolha forçada”1, realizados com seres humanos, que tiveram um mínimo de dois sujeitos de pesquisa e cujo processo de randomização tenha sido realizado sem a participação direta de um experimentador ou participante. 

Os dados levantados apontaram um total de 812.626 tentativas, que resultaram em 221.034 acertos. Em um resultado condizente com investigações anteriores 2, a metanálise indicou a existência de um efeito psi pequeno, mas estatisticamente significativo, de 0,01 (Z = 4.86; p = 5.90 x 10(-7))

Os resultados discutidos no paper sugerem que estudos baseados em escolha-forçada tendem a produzir um efeito “psi” consistente, bastante acima do que seria esperado pelo simples acaso. Indicam, também, que o fenômeno observado aparentemente não constitui um artefato nem se deve a um desenho de pesquisa falho ou descuidado.

símbolos do Baralho Zener, um dos mais famosos
exemplos de experimento do tipo "escolha-forçada"

Também foi relatada uma aparente tendência de incremento no efeito psi ao longo do tempo, ou seja, o tamanho do efeito observado nas pesquisas de PES parece estar aumentando, de maneira linear, ao longo dos anos. Trata-se de um elemento interessante quando consideramos a constante evolução dos desenhos de pesquisa utilizados em parapsicologia ao longo das décadas, que nada devem em rigor ás ciências tidas como convencionais, como a medicina e à biologia. 

É claro que ainda há muito a ser entendido a respeito do fenômeno psi. Seu mecanismo de ação é certamente uma incógnita, e eventuais possibilidades de uso industrial ainda não passam de mera especulação. 

Ainda assim, parece cada vez mais difícil negar, com base em evidências de pesquisa, a existência desse fenômeno fugidio que ora denominamos “psi”. Após cento e trinta anos de investigações, e embora desacreditado pelo “mainstream”, ele insiste em se mostrar como real. Pequeno, é verdade, mas incomodamente real.

Seria o psi a base da próxima revolução científica? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos...

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1. Experimentos de escolha-forçada são aquele em que os “alvos” a serem percebidos extra-sensorialmente são previamente conhecidos pelos participantes, e constituem um leque limitado de possibilidades de escolha. O mais conhecido exemplo, difundido inclusive na cultura popular, é a “adivinhação” dos símbolos das cartas do Baralho Zener. 
2.  Metanálises anteriores sobre estudos de percepção extra-sensorial também indicaram a existência de um efeito pequeno, mas consistente. Sobre o tema, veja: 
-  Honorton & Ferrari (1989) – “Future Telling: a meta-analysis of forced-choice precognition experiments, 1935-1987, Journal of Parapsychology, 53, 281-308; 
- Tart (1983) “Information acquisition rates in forced-choice ESP experiments: Precognition dos not work as well as present-time ESP”. Journal of the American Society for Psychical Research, 77, 293-310;
- Steinkemp, Milton e Morris (1998) “A meta-analysis of forced-choice experiments comparing clairvoyance and precognition”. Journal of Parapsychology, 62, 193-218.

8 de fevereiro de 2013

Médicos brasileiros estudam a neurofisiologia da mediunidade


No final do ano passado, os brasileiros Júlio Fernando Peres (Universidade da Pensilvânia), Alexandre Moreira Almeida  (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Frederico Leão (Universidade de São Paulo) publicaram os resultados daquela que é considerada a primeira investigação neurocientífica do transe mediúnico já realizada. 

A pesquisa enfoca a chamada psicografia, uma das formas de mediunidade através da qual, alegadamente, uma “entidade espiritual” escreve através das mãos de um indivíduo, popularmente chamado de “médium”. 

No estudo, os cientistas brasileiros tentaram avaliar se o estado dissociativo causado pelo transe mediúnico está associado a alterações específicas de atividade cerebral, diferentes daquelas encontradas durante o processo normal de escrita. 

Para isso examinaram dez médiuns psicógrafos brasileiros, cujas experiência variam de 15 a 47 anos de prática e que produzem de 2 a 18 textos psicografados a cada mês. Todos eles se encontravam em boa saúde mental – foram investigados através de diversos inventários médicos, que avaliam desde sintomas de depressão e ansiedade à traços de personalidade borderline – e foram considerados bem ajustados social e profissionalmente. 

Os médiuns foram divididos em dois grupos: psicógrafos “experientes”, composto por praticantes com maior tempo de exercício na atividade e maior quantidade de textos produzidos; e “menos experientes”, que praticam a escrita psicográfica há um período menor e produzem poucos textos por mês. Durante um período de dez dias, cada um deles foi submetido, em ordem aleatória, a tarefas ora de psicografia (escrita automática, em estado de transe), ora de escrita normal (tarefa-controle). Durante esses períodos, suas atividades cerebrais foram monitoradas por meio de neuroimagem, obtida através de um exame conhecido como tomografia por emissão de pósitrons. 

Os textos redigidos durante o experimento – tanto em condições normais quanto em estado de transe mediúnico – foram posteriormente enviados para análise de uma especialista em língua e literatura, que averigou critérios gramáticos e estilísticos, e atribuiu a cada texto notas de 1 (pobre) a 4 (muito bom).

O primeiro e interessante aspecto observado pelos investigadores foi que os textos redigidos sob influência mediúnica mostraram-se mais complexos e melhor elaborados do que aqueles escritos de maneira consciente, sob condições consideradas normais. 

Ainda mais intrigante, no entanto, foi o resultado das tomografias. Médiuns de ambos os grupos apresentaram, durante o processo de psicografia, atividades cerebrais notadamente menores do que aquelas apresentadas sob condições normais. Vale dizer que esse fato contraria significativamente a expectativa, afinal, se os textos redigidos sob transe mediúnico foram mais complexos do ponto de vista linguístico, era de se esperar a presença de maior atividade cerebral durante esses momentos. 

Outro fato verificado é que os indivíduos do grupo dos “menos experientes” apresentaram maior atividade cerebral nas regiões citadas do que o grupo dos “experts”, particularmente no hemisfério cerebelar esquerdo, hipocampo esquerdo, giro occipital inferior esquerdo, cíngulo anterior esquerdo, giro temporal superior direito e giro pré-central direito. Novamente, contratou-se o efeito contrário ao que seria esperado. 


Os resultados, representados no gráfico acima, demonstram a maior ativação de áreas ligadas a processos cognitivos que se dá no segundo grupo. É. possível, como lembram os pesquisadores, que essa maior atividade se dê como decorência do suposto maior esforço necessário aos indivíduos desse grupo para exercer sua função - é como se indivíduos menos experientes tivesses que “se esforçar mais” para exercer sua atividade. O cérebro dos “experts”, por sua vez, parece fazer um uso mais eficaz das regiões cerebrais, o que é condizente com achados anteriores e pode explicar parte dos sinais observados. 

Não obstante, como os próprios autores pontuam durante a discusão dos resultados, a redução significativa de atividade neuroencefálica, especialmente em áreas próprias ao planejameto de escrita, observada entre os médiuns experientes durante a psicografia, é consistente com a noção de escrita automática (inconsciente), assim como à alegação de que uma outra “fonte”, externa a si próprio, estava planejando o conteúdo a ser escrito. 

Além do mais, os resultados obtidos parecem incompatíveis com a idéia de que os médiuns do primeiro grupo estivessem fingindo, atuando ou utilizando quaisquer elementos de prestidigitação – explicações comumente utilizadas para negar veracidade ao fenômeno. Fosse esse o caso, circuitos neurais ligados à criação e planejamento seriam utilizados e apareceriam nos exames.   

Embora não conclusivo, o estudo dos médicos brasileiros sugere a importância da colaboração entre diferentes linhas de pesquisa para uma compreensão mais profunda dos processos de dissociação. 

Esforços como esse parecem indicar que explicações corriqueiras, usualmente reduzidas à patologia ou à simples enganação, não mais são suficientes para dar conta de uma realidade vasta, multifacetada e complexa como o é a consciência humana.

O artigo original dos pesquisadores brasileiros, publicado no periódico PLOS ONE, pode ser acessado em sua íntegra, em inglês, aqui. A jornalista Denise Paraná, pós-doutoranda em ciências humanas pela Universidade de Cambridge, acompanhou de perto as investigações e escreveu uma matéria para a Revista Época que pode ser acessada aqui

7 de fevereiro de 2013

Pesquisadora inglesa investiga a tradição psíquica tibetana



A britânica Serena Roney-Douglas é uma das pouquíssimas pesquisadoras do Reino Unido com titulação na área da pesquisa psíquica. Doutora em parapsicologia pela Universidade de Surrey, ela estuda o tema há cerca de 30 anos, tendo publicado livros e artigos que abordam a tradição mística do Oriente sob o enfoque da cultura científica ocidental.  


Serena, que também ensina parapsicologia no Bihar Yoga Bharati, instituto hindu que combina métodos e abordagens de ambos os hemisférios, recentemente publicou um breve artigo no qual sintetiza o estágio inicial de sua pesquisa com meditadores de tradição tibetana, que vem realizando na Índia.

No artigo,  amplamente baseado em entrevistas que realizou com lamas da região, explora a relação entre a capacidade de meditação e a consciência psíquica do praticante budista, e nos fornece um interessante panorama sobre as múltiplas facetas da presença de fenômenos paranormais entre os tibetanos. 

Relata, por exemplo, sobre o uso do oráculo - prática mediúnica de “comunicação espiritual” que é utilizada até mesmo pelo Dalai Lama e membros do governo oficial; explica o uso disseminado de práticas divinatórias como a “Adivinhação Mu"; e clarifica importantes aspectos do uso da meditação, prática central da tradição psíquica tibetana.

A respeito da presença de habilidades paranormais, ressalta que fazem parte da tradição tibetana e surgem como decorrência natural da prática meditativa. Ao longo do caminho para a iluminação, os monges dessa tradição se deparam com o surgimento de faculdades como o Dibba-cakkhu (clarividência), Dibba-sota (clariaudiência) e Mano-Maya-Kaya (projeção do “corpo astral”). 

Tais faculdades, segundo esclarece, não são incentivadas pela tradição, pois podem, em consequência do poder e deslumbramento inerentes à sua aquisição, corromper o praticante em seu caminho espiritual. Por essa razão, explica, a ênfase do budismo se dá no ensinamento e na verdade pessoal. 

Como conclusão, mostra que o próprio Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibet, tem procurado incentivar a pesquisa científica das práticas budistas: 
“Estou bem ciente dos perigos advindos da junção entre crenças espirituais e qualquer sistema científico. Isso não significa que eu considere coisas como o oráculo ou a capacidade que alguns monges possuem de sobreviver a várias noites em condições de baixíssima temperaturacomo evidências de poderes mágicos. (...) Uma grande vigilância deve ser mantida a todo momento quando lidamos com áreas sobre as quais não ainda não temos um grande entedimento. É aqui, claro, que a ciência pode contribuir. Afinal de contas, nós apenas consideramos determinadas coisas misteriosas quando não as entendemos. (...) Através de treino mental, nós desenvolvemos técnicas para fazer certas coisas que a ciência ainda não consegue explicar adequadamente. Isso, portanto, é a base do suposto “mistério e magia” do Budismo Tibetano”  
A íntegra do artigo, publicado no site de sua instituição de pesquisa, pode ser acessado, em inglês, aqui. Para uma versão em português, obtida através da tradução automática do Google Translator, clique aqui.

Para aqueles que quiserem saber mais sobre o trabalho da pesquisadora inglesa, uma lista dos livros e artigos de sua autoria pode ser encontrada na página da Parapsychological Association. 

5 de fevereiro de 2013

Influente cientista francês fala abertamente sobre Parapsicologia


Recentemente um conhecido pesquisador francês causou surpresa e perplexidade ao falar abertamente, de maneira receptiva e “open-minded”, sobre as pesquisas científicas dos chamados fenômenos psíquicos.  

O cientista do qual falamos é Simon Thorpe, um simpático pesquisador francês de 50 anos, que atua como Diretor do Centro de Pesquisa em Cérebro e Cognição do CNRS, o maior e mais importante órgão de pesquisa francês, no qual passaram nada menos do que 18 laureados com o Prêmio Nobel e quase uma dezena de vencedores da Medalha Fields. 

Egresso de Oxford, onde estudou psicologia e fisiologia, e pós doutorado na área, Thorp tem pelo menos trinta anos de pesquisa pelo CNRS. Seu foco de investigação é a neurofisiologia dos sistemas visuais, assunto sobre o qual já publicou dezenas de artigos em alguns dos mais relevantes periódicos da área. 

Em recente apresentação proferida no INCOGU, associação francesa voltada à ciência cognitiva, Thorp não teve medo de tocar nesse tema considerado tabu pelo seus pares. Demonstrando razoável conhecimento da literatura da área, e atualizado em relação aos dados disponíveis, o francês apresentou um excelente panorama geral sobre as investigações científicas dos fenômenos paranormais, tal qual Radin fez em sua apresentação no Google Talk

O sucesso da exposição inspirou o cientista a preparar uma nova apresentação, similar àquela proferida no evento, que foi disponibilizada em seu canal pessoal do YouTube e que pode ser acessada, em inglês, aqui

Mais do que o conteúdo da apresentação, o que salta aos olhos é o fato de que mais um respeitado cientista “mainstream” vem à público chamar a atenção para os interessantíssimos dados obtidos em quase um século de pesquisa parapsicológica.  

Resta torcer para que esse tímido movimento siga seu curso e que mais e mais membros da tradicional academia ganhem coragem para deixar de lado o dogmatismo e passem a lidar, de maneira verdadeiramente científica, com os dados disponíveis nas investigações da área e suas eventuais implicações.  Não se trata, é claro, de “aceitar” teses ou dados experimentais, mas permitir-se olhar, com rigor e seriedade investigativa, para fenômenos que, se comprovados, tem o condão de alterar substancialmente nosso entendimento a cerca da realidade que nos cerca.

Morre Ingo Swann, o sensitivo mais pesquisado da história da parapsicologia


Nessa última sexta-feira, primeiro de fevereiro de 2013, o mundo da parapsicologia perdeu um de seus mais conhecidos (e investigados) sensitivos, o biólogo, artista e escritor Ingo Swann, então com 79 anos. 

Swann, o “mais testado porquinho-da-índia da parapsicologia”, como foi apelidado por um colega escritor, colaborou como sujeito em dezenas de experimentos científicos realizados por universidades, instituições privadas e governamentais,  incluindo o controverso Projeto Stargate, mantido pela Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana, que investigou o possível uso de faculdades parapsíquicas – especialmente a clarividência – para fins militares.

Apesar de atuar em diferente frentes da pesquisa parapsicológica, o foco de sua atuação deu-se sobre a visão remota, nome que adotou para referir-se à capacidade de observar eventos à distância, com os “olhos da mente”.   

Sobre o assunto, publicou diversos livros e alguns esparsos artigos em periódicos científicos. Com o advento da internet, instituiu uma página chamada Superpowers of The Human Biomind, por onde passou a veicular seus novos trabalhos e idéias sobre visão remota e o desenvolvimento dos potenciais parapsíquicos.

Sua autobiografia, chamada “Visão Remota – A Verdadeira Histórica”, foi  publicado diretamente na internet e inclui relatos sobre alguns dos mais conhecidos episódios de sua carreira, como sua participação em pesquisas militares, seu experimento de visão remota sobre o Planeta Júpiter (pouco antes da viagem da sonda Voyager) e o rompimento com a  Associação Americana de Pesquisas Psíquicas, com a qual colaborou durante muitos anos. A íntegra da obra pode ser acessada aqui